- Saiba como conseguir o Entyvio pelo SUS ou pelo plano de saúde
- O que é Vedolizumabe e como ele funciona?
- Efeitos colaterais e segurança do Vedolizumabe
- Direito do paciente: medicamento pelo plano de saúde
- É possível obter o Vedolizumabe pelo SUS?
- Contrate um advogado especializado em direito à saúde
- FAQ – Dúvidas frequentes sobre Vedolizumabe: tratamento avançado para doenças intestinais
Saiba como conseguir o Entyvio pelo SUS ou pelo plano de saúde
O Vedolizumabe, conhecido pelo nome comercial Entyvio, é um medicamento biológico usado no tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), como Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU). O medicamento age diretamente no intestino, reduzindo a inflamação sem afetar todo o sistema imunológico.
Neste artigo, explicamos como pacientes que enfrentam negativas de planos de saúde podem recorrer para garantir o tratamento. Além disso, abordamos se é possível obter o medicamento pelo SUS de forma gratuita.
O que é Vedolizumabe e como ele funciona?
O Entyvio é um anticorpo monoclonal que bloqueia a proteína integrina α4β7, responsável pela migração de células inflamatórias para o intestino. Diferentemente de outros medicamentos biológicos, como os anti-TNF, ele atua de forma seletiva, minimizando efeitos em outras partes do corpo.
Esse mecanismo reduz a inflamação intestinal sem causar imunossupressão generalizada, tornando-o uma opção mais segura para pacientes que não respondem a tratamentos convencionais. Assim, o Vedolizumabe apresenta menos riscos de infecções graves em comparação a outras terapias biológicas.

Doenças tratadas pelo Vedolizumabe
O medicamento é indicado para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa em casos moderados a graves. Ele é especialmente indicado quando outros tratamentos, como corticoides ou imunossupressores, falharam.
Pacientes que não tiveram melhora com anti-TNF (como Infliximabe ou Adalimumabe) podem se beneficiar desse medicamento. O Entyvio ajuda a induzir e manter a remissão das crises inflamatórias. O uso dele é recomendado após avaliação médica, que deve comprovar a falha terapêutica em outros tratamentos.
Como é comprovada a falha terapêutica?
Para garantir o acesso ao medicamento via plano de saúde ou SUS, é essencial comprovar a falha terapêutica em tratamentos anteriores. Veja como fazer isso é feito.
1. Documentação médica necessária
O laudo médico detalhado é o principal documento para comprovar a falha terapêutica. Ele deve conter:
- diagnóstico confirmado de Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa;
- lista de medicamentos já testados (ex.: Infliximabe, Adalimumabe, Azatioprina, Corticoides);
- exames e relatórios mostrando que os tratamentos anteriores não controlaram a doença;
- justificativa clínica para o uso do medicamento como alternativa eficaz.
2. Tipos de falha terapêutica aceitas
A falha pode ser comprovada de três formas.
- Falha primária: o tratamento anterior nunca funcionou.
- Falha secundária: o medicamento parou de fazer efeito com o tempo.
- Efeitos colaterais graves: o paciente não tolerou o tratamento (ex.: reações alérgicas).
3. Exames que ajudam a comprovar a falha
- Colonoscopia com biópsia (mostrando inflamação ativa).
- Exames de sangue (PCR elevado, anemia).
- Ressonância ou tomografia (avaliando complicações intestinais).
- Laudo de gastroenterologista especializado.
Eficácia em Doenças Inflamatórias Intestinais
De acordo com estudos sobre a eficácia do medicamento, os resultados mostram que o medicamento é significativamente mais eficaz em casos de RCU e DC, especialmente em pacientes que responderam à fase de indução intravenosa. Além disso, a formulação subcutânea demonstrou eficácia comparável à intravenosa, com perfil de segurança similar.
- Doença de Crohn: cerca de 48% alcançam remissão clínica.
- Retocolite Ulcerativa: aproximadamente 46% atingem remissão.
Critérios para uso
Existem alguns critérios que levam a sua indicação para o paciente. Veja algumas de suas indicações.
- Diagnóstico confirmado de Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa.
- Falha em tratamentos anteriores (anti-TNF, imunossupressores).
- Laudo médico comprovando necessidade.
- Avaliação de riscos e benefícios por um Gastroenterologista.
Efeitos colaterais e segurança do Vedolizumabe
Como todo medicamento biológico, o medicamento pode causar efeitos colaterais, embora a maioria seja leve e controlável.
Por atuar de forma seletiva no intestino, o Entyvio apresenta um perfil de segurança mais favorável em comparação a outros imunossupressores, como os anti-TNF, reduzindo riscos de infecções graves.
Reações adversas comuns do Entyvio
A maioria dos sintomas é leve e temporária, desaparecendo em poucos dias, entretanto, se persistirem ou piorarem, consulte seu médico. Veja os efeitos colaterais mais comuns.
- Infecções respiratórias (resfriados, sinusite e faringite).
- Dor de cabeça e tontura.
- Náuseas ou desconforto gastrointestinal.
- Fadiga e fraqueza.
- Dores nas articulações ou musculares.
- Reações no local da infusão (vermelhidão, inchaço ou dor).
Riscos raros do Entyvio
- Reações alérgicas graves (anafilaxia).
- Infecções oportunistas (tuberculose, hepatite-B reativada).
- Problemas hepáticos (aumento de enzimas hepáticas).
- Reações cutâneas graves (erupções, síndrome de Stevens-Johnson).
- Linfopenia (redução de glóbulos brancos).
Direito do paciente: medicamento pelo plano de saúde
Muitos pacientes enfrentam a negativa do plano de saúde para obter a cobertura do Vedolizumabe mesmo com prescrição médica. Apesar de alguns planos recusarem o medicamento, é possível contestar a decisão dos convênios. A legislação brasileira garante o direito ao tratamento adequado, especialmente quando comprovada a necessidade médica.
É importante saber que o plano de saúde não pode negar tratamentos essenciais baseados apenas em critérios econômicos. A justiça tem sido favorável aos pacientes em casos de negativa indevida, reconhecendo que o Rol da ANS é meramente exemplificativo.
Por que planos negam o tratamento?
Geralmente a negativa plano de saúde são pelos seguintes motivos:
- Uso off label: argumentam que o medicamento não é aprovado para a condição específica do paciente (mesmo quando há respaldo médico).
- Alto custo: justificam a recusa pelo valor elevado do tratamento.
- Falta de documentação: afirmam que os laudos médicos não comprovam suficientemente a necessidade.
- Não consta no rol da ANS: alegam que o medicamento não está na lista de coberturas obrigatórias (apesar de ser exemplificativo).
Ação judicial
Se o seu plano de saúde negou o medicamento, não desista. O melhor a ser feito é procurar um advogado especializado para entrar com uma ação judicial. Dessa forma, você pode obter um acesso mais rápido ao medicamento.
A ação judicial garante o medicamento quando planos de saúde negam, com base em jurisprudência consolidada (como no TJ-SP, Recurso 20218260071) que obriga a cobertura de tratamentos essenciais. Liminares são concedidas em entre 24 a 72 horas, assegurando o medicamento durante o processo. Com documentos médicos comprovando a necessidade, a Justiça prioriza a saúde do paciente sobre questões burocráticas.
A jurisprudência é favorável, com decisões como a do TJ-RJ (Apelação nº 202200128873), que condenou um plano a fornecer o medicamento e pagar indenização por danos morais. Esses casos reforçam que a saúde do paciente prevalece sobre questões burocráticas ou econômicas.

É possível obter o Vedolizumabe pelo SUS?
O medicamento foi incorporado ao SUS pela Portaria 49/2019 para tratamento de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa graves, porém, muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessá-lo na prática. Apesar de previsto em protocolos do Ministério da Saúde, a distribuição enfrenta entraves burocráticos e filas de espera que podem comprometer o tratamento.
Para garantir o direito à saúde, pacientes podem recorrer à justiça quando o SUS não fornece o medicamento em tempo hábil. Ação judicial contra o poder público tem sido eficaz para assegurar o acesso imediato ao medicamento, especialmente quando comprovada a urgência do tratamento e a falha terapêutica em outras medicações disponíveis no sistema público.
Como comprovar a necessidade do medicamento e entrar com ação judicial?
Laudo médico detalhado
- Diagnóstico confirmado de Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa (CID específico).
- Relatório explicando a falha terapêutica em outros tratamentos (como anti-TNF, corticoides ou imunossupressores).
- Justificativa clínica para o seu uso como única opção eficaz.
Exames complementares
- Colonoscopia, ressonância ou tomografia recentes.
- Exames de sangue (PCR, hemograma) que comprovem atividade inflamatória.
Histórico de tratamentos anteriores
- Lista de medicamentos já testados (com tempo de uso e resposta insatisfatória).
- Relatos de efeitos colaterais graves, se houver.
Receita médica atualizada
- Com posologia e tempo estimado de tratamento.
Documentação da negativa do SUS/plano (se aplicável)
- Resposta por escrito da operadora ou do serviço público.
- Protocolos de recurso administrativo (se já tentou).
Passos para entrar com ação judicial
- Reúna toda a documentação médica.
- Consulte um advogado especializado em direito à saúde.
- Protocolize a ação com pedido de liminar (para liberação urgente).
- Acompanhe o processo – liminares costumam sair entre 24 e 72 horas.
Custo do tratamento com Vedolizumabe
O tratamento com esse medicamento possui um custo elevado, com preço médio variando entre R$ 15.000 e R$ 20.000 por dose, dependendo da região e da clínica de infusão. Para pacientes que precisam do medicamento a longo prazo, o valor total pode ultrapassar R$ 100.000 por ano, tornando o acesso difícil, sem cobertura pelo SUS ou plano de saúde.
Alguns laboratórios oferecem programas de apoio para reduzir o custo, como descontos progressivos ou fornecimento gratuito mediante análise socioeconômica. Ademais, pacientes podem buscar a judicialização para obrigar planos de saúde ou o SUS a cobrirem o tratamento quando comprovada a necessidade médica.
Contrate um advogado especializado em direito à saúde
Muitos pacientes enfrentam obstáculos burocráticos como negativas injustas de planos de saúde ou demora na distribuição pelo SUS para obter o Vedolizumabe. A falta de informação sobre direitos e a complexidade dos processos administrativos podem adiar o tratamento, agravando o quadro clínico.
Com a orientação de um advogado especializado em direito à saúde, é possível contestar essas negativas de forma estratégica e eficiente. Ações judiciais têm sido a solução para garantir o acesso rápido ao medicamento, com decisões favoráveis em mais de 80% dos casos.
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FAQ – Dúvidas frequentes sobre Vedolizumabe: tratamento avançado para doenças intestinais
1. O que é o Vedolizumabe e como ele funciona no tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais?
Medicamento biológico que bloqueia a inflamação intestinal, usado em Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.
2. Qual a eficácia do medicamento no tratamento de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa?
Atinge remissão em até 60% dos casos, melhorando a qualidade de vida.
3. Por que o plano de saúde pode negar o tratamento com o medicamento e como recorrer dessa decisão?
Alegam alto custo ou falta no Rol da ANS, mas a Justiça pode garantir o acesso.
4. Como a ação judicial pode ajudar no fornecimento desse medicamento pelo plano de saúde?
Liminares obrigam planos ou SUS a fornecer o medicamento em 24 a 72h.
5. Quais são os critérios para a utilização do Vedolizumabe no tratamento de doenças autoimunes?
Diagnóstico confirmado, falha em outros tratamentos e laudo médico.
6. Quais são os efeitos colaterais mais comuns do Vedolizumabe no tratamento de doenças inflamatórias?
Dores de cabeça, náuseas e infecções leves são os mais comuns.
7. É possível conseguir o Vedolizumabe de forma gratuita pelo SUS?
É possível, mas muitos pacientes precisam judicializar para conseguir.
8. Como posso comprovar a necessidade desse remédio para meu tratamento e entrar com ação judicial?
Com laudo médico detalhando falha em tratamentos anteriores.
9. O que fazer se o plano de saúde não autorizar o uso do medicamento para o meu tratamento médico?
Recorrer administrativamente ou entrar com ação judicial.
10. Como o medicamento pode ser incluído no tratamento de pacientes com falha terapêutica em outros remédios?
Pode ser indicado para pacientes que não respondem a anti-TNF ou imunossupressores.





