Preço do Rituximabe (MabThera): valor, alto custo e como conseguir

Preço do Rituximabe (MabThera): valor, alto custo e como conseguir

Assim que o médico indica o MabThera, quase todo mundo faz a mesma busca: quanto custa? A resposta costuma assustar — o rituximabe é um imunobiológico indicado para diferentes doenças, conforme a bula e a avaliação médica, mas também um medicamento de alto custo.

O problema é que o preço, sozinho, pode parecer uma barreira para quem precisa iniciar o tratamento agora. E a dúvida sobre o valor acaba adiando uma decisão que não pode esperar.

Este guia mostra, de forma clara, o preço do rituximabe de referência, a apresentação e a dose segundo a bula, a diferença em relação ao biossimilar e — o mais importante — como buscar o medicamento pelo SUS, pelo plano de saúde ou por ação judicial, quando houver negativa ou demora. E como o Freitas & Trigueiro pode ajudar nesse acesso.

O custo do rituximabe está impedindo o início do tratamento? Envie a prescrição e o relatório médico para análise.

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Rituximabe preço: quanto custa o MabThera?

Na tabela CMED vigente em julho de 2026, o valor do rituximabe pode variar conforme a apresentação, o ICMS, o fornecedor e o tipo de preço consultado — Preço Fábrica, Preço Máximo ao Consumidor ou PMVG. Por isso, o rituximabe preço deve ser lido como referência estimada, e não como um valor fixo.

Em valores de mercado, o frasco de 100 mg costuma custar alguns milhares de reais, enquanto o frasco de 500 mg pode alcançar valores significativamente superiores. Como o tratamento é feito em ciclos e, muitas vezes, de forma prolongada, o custo acumulado pode chegar a dezenas ou centenas de milhares de reais. Antes de ajuizar uma ação ou solicitar reembolso ou custeio, é recomendável anexar orçamento atualizado ou a referência da tabela CMED vigente.

Por que o rituximabe é de alto custo

O rituximabe preço elevado — ou rituximabe alto custo — tem explicação: trata-se de um medicamento biológico, produzido por biotecnologia complexa, aplicado por infusão hospitalar e frequentemente usado em tratamento prolongado. Esses fatores, somados à necessidade de acompanhamento especializado, elevam o preço — mas, como se verá, o custo elevado não deveria, por si só, barrar o acesso a um tratamento prescrito.

Referência (MabThera) e biossimilar: diferença de preço

O MabThera é a marca de referência (Roche). Existem biossimilares registrados pela Anvisa, como o Ruxience, aprovados por comparabilidade em relação ao medicamento de referência. Em muitos casos, os biossimilares podem ter custo menor, mas a escolha entre referência e biossimilar deve considerar a indicação médica, o registro sanitário, a bula e a situação clínica do paciente.

Apresentação e dose do rituximabe, segundo a bula

O rituximabe (MabThera) é apresentado em frascos de 100 mg (10 mL) e 500 mg (50 mL), para uso intravenoso. Conforme a bula, a dose varia com a doença: nos protocolos oncológicos costuma ser calculada por superfície corporal, enquanto em doenças autoimunes são comuns esquemas com aplicações em datas definidas. A administração é por infusão na veia, com pré-medicação, e o esquema é sempre definido pelo médico.

Recebeu orçamento alto para rituximabe? Fale com o Freitas & Trigueiro para avaliar SUS, plano de saúde ou ação judicial.

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O que diz a bula do rituximabe (MabThera)

A bula do rituximabe descreve que ele age sobre os linfócitos B que expressam o marcador CD20, sendo indicado para doenças como o linfoma não-Hodgkin, a leucemia linfocítica crônica, a artrite reumatoide, as vasculites associadas ao ANCA e o pênfigo vulgar. Traz ainda a posologia, o modo de administração e os efeitos adversos. Como essas informações são extensas e se atualizam, a bula oficial e completa deve ser consultada no bulário eletrônico da ANVISA. Nenhuma informação de bula substitui a orientação do seu médico.

O rituximabe é fornecido pelo SUS?

O rituximabe está disponível no SUS para determinadas indicações previstas em protocolos e diretrizes do Ministério da Saúde, como a artrite reumatoide, alguns linfomas não-Hodgkin e a leucemia linfocítica crônica, desde que preenchidos os critérios aplicáveis. Para outras doenças, como algumas condições autoimunes ou usos individualizados, o fornecimento depende da análise do caso concreto, da existência de PCDT aplicável, da documentação médica e, em caso de negativa ou demora, pode ser discutido judicialmente. Entenda em rituximabe negado pelo plano ou SUS.

O plano de saúde cobre o rituximabe?

Nos planos de saúde, a cobertura do rituximabe deve ser analisada conforme a doença, a bula, o Rol da ANS, a Diretriz de Utilização aplicável, o contrato e o relatório médico. Quando a indicação está prevista no Rol, a cobertura tende a ser obrigatória se os critérios forem preenchidos. Quando a negativa se baseia em ausência no Rol ou uso fora da diretriz, o caso pode ser questionado se houver respaldo técnico, evidência científica, registro na Anvisa, ausência de alternativa adequada no Rol e indicação médica fundamentada — à luz da Lei 14.454/2022 e da ADI 7.265, que consolidaram o Rol da ANS como taxativo com exceções. Veja em rituximabe pelo SUS ou plano de saúde.

Quais documentos são necessários

O custo elevado não significa que você precise pagar do próprio bolso. Diante de uma negativa — do plano ou do SUS —, a organização da documentação é o que dá força ao pedido. Em regra, reúna:

  • Relatório médico circunstanciado e a prescrição do rituximabe;
  • Exames e laudos que confirmam o diagnóstico (com CID);
  • Histórico dos tratamentos já realizados;
  • Negativa formal (por escrito) do plano ou do SUS, ou o comprovante do pedido administrativo;
  • Orçamento atualizado ou a referência de preço (tabela CMED vigente).

Como deve ser o relatório médico

O relatório é a peça central. Idealmente, deve trazer o diagnóstico e o CID, o estágio da doença, os tratamentos anteriores e suas respostas, a justificativa técnica para o uso do rituximabe, as evidências científicas que amparam a indicação e os riscos da não utilização — inclusive a urgência de iniciar ou de não interromper o tratamento.

Cabe ação judicial e liminar?

Com esse material, pode ser avaliada ação judicial com pedido de liminar, especialmente quando houver urgência, risco de agravamento ou interrupção do tratamento. A liminar não é promessa de resultado nem de prazo, mas pode ser analisada rapidamente quando a documentação médica demonstra a necessidade do medicamento.

Teve o rituximabe negado pelo plano ou pelo SUS? Envie a negativa e o relatório médico para análise.

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Conclusão

O preço do rituximabe é, de fato, elevado — mas conhecer o valor de referência, a alternativa do biossimilar e, sobretudo, os caminhos de acesso coloca a família de volta no controle da decisão. O custo não deveria definir quem recebe um tratamento prescrito.

Com a documentação médica em mãos, o acesso pelo SUS, pelo plano ou por ação judicial é concreto — e o Freitas & Trigueiro está à disposição para conduzir esse caminho, com análise individualizada de cada caso.

Não deixe o custo barrar o seu tratamento. Fale com o Freitas & Trigueiro e receba orientação sobre os próximos passos.

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Bruna de Freitas Mathieson e Deyse Trigueiro — Advogadas especialistas em Direito à Saúde
Artigo revisado por
Bruna de Freitas Mathieson & Deyse Trigueiro de Albuquerque Lima
Advogadas especialistas em Direito à Saúde  ·  OAB/PB 15.443 e 15.068  ·  Sócias do Freitas & Trigueiro Advocacia  ·  Atuação em São Paulo, João Pessoa e em todo o Brasil

Perguntas frequentes sobre o preço do rituximabe (MabThera)

É um medicamento de alto custo, e o valor varia conforme a apresentação, o ICMS, o fornecedor e o tipo de preço consultado (Preço Fábrica, Preço Máximo ao Consumidor ou PMVG). Em valores de mercado, o frasco de 100 mg costuma custar alguns milhares de reais, e o de 500 mg alcança valores significativamente superiores. Confira sempre a tabela CMED vigente.
Porque é um medicamento biológico, produzido por biotecnologia complexa, aplicado por infusão hospitalar e, muitas vezes, em tratamento prolongado. Esses fatores explicam o preço elevado — mas o custo alto, isoladamente, não deveria ser usado como justificativa genérica para negar um tratamento prescrito.
O MabThera é a marca de referência (Roche). Existem biossimilares registrados pela Anvisa, como o Ruxience, aprovados por comparabilidade. Em muitos casos, os biossimilares podem ter custo menor, mas a escolha entre referência e biossimilar deve considerar a indicação médica, o registro sanitário, a bula e a situação clínica do paciente.
É apresentado em frascos de 100 mg (10 mL) e 500 mg (50 mL), para infusão intravenosa. A dose varia conforme a doença: nos protocolos oncológicos costuma ser calculada por superfície corporal, e em doenças autoimunes são comuns esquemas com aplicações em datas definidas. A dose é sempre do médico.
Está disponível no SUS para determinadas indicações previstas em protocolos e diretrizes do Ministério da Saúde, como artrite reumatoide, alguns linfomas não-Hodgkin e leucemia linfocítica crônica, desde que preenchidos os critérios aplicáveis. Para outras doenças, o fornecimento depende da análise do caso concreto e do PCDT aplicável.
A cobertura deve ser analisada conforme a doença, a bula, o Rol da ANS, a Diretriz de Utilização aplicável, o contrato e o relatório médico. Quando a indicação está prevista no Rol, a cobertura tende a ser obrigatória se os critérios forem preenchidos; quando a negativa se baseia em ausência no Rol ou uso fora da diretriz, o caso pode ser questionado se houver respaldo técnico e indicação fundamentada.
O alto custo, isoladamente, não deveria ser usado como justificativa genérica para negar um tratamento indicado pelo médico. A cobertura deve ser analisada conforme a indicação, o contrato, o Rol da ANS, a bula, a evidência científica e os critérios legais. Quando a recusa se apoia apenas no preço, sem análise individual do caso, ela pode ser questionada.

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