Preço do mepolizumabe (Nucala): quanto custa e como zerar

Preço do mepolizumabe (Nucala): quanto custa e como zerar

A prescrição de mepolizumabe para asma eosinofílica grave costuma gerar dúvidas sobre o custo. O preço do mepolizumabe é elevado e pode dificultar o início ou a continuidade do tratamento quando o paciente precisa arcar com a medicação.

Este conteúdo explica quanto custa o Nucala 100 mg, o valor da ampola de Nucala e o custo mensal e anual da terapia. As indicações clínicas e as formas de solicitar o medicamento estão detalhadas no guia sobre como obter o mepolizumabe pelo SUS ou plano de saúde.

Apesar do alto valor, o paciente pode buscar o custeio pelo plano de saúde ou pelo SUS, conforme a indicação médica e as circunstâncias do caso. O Freitas & Trigueiro atua em Direito da Saúde, com atendimento em João Pessoa, São Paulo e em todo o Brasil.

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Quanto custa o mepolizumabe (Nucala) no Brasil?

Os valores apresentados são referenciais. O preço do mepolizumabe varia conforme o fornecedor, o estado, a tributação e a data da consulta. Por isso, a cotação deve ser atualizada antes da compra ou da solicitação de cobertura.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabelece limites regulatórios para a comercialização de medicamentos no Brasil. Esse teto não corresponde necessariamente ao valor cobrado, pois cada fornecedor pode praticar preços inferiores.

Dessa forma, diferentes estabelecimentos podem apresentar cotações distintas para o mesmo medicamento. A tabela da CMED também passa por reajustes periódicos, o que altera as estimativas durante tratamentos contínuos.

Qual é o valor da ampola de Nucala?

No Brasil, o Nucala é comercializado na dose de 100 mg. Como o esquema mais utilizado prevê uma aplicação a cada quatro semanas, o valor da ampola de Nucala, expressão comum nas pesquisas, costuma representar o custo de uma dose.

Quem pesquisa quanto custa o Nucala 100mg pode encontrar valores diferentes entre farmácias e distribuidores. A apresentação disponível, a tributação estadual e a política comercial do fornecedor influenciam a cotação.

O preço do Nucala na farmácia também pode ser diferente daquele praticado por distribuidoras e estabelecimentos especializados em medicamentos de alto custo. Por isso, é importante comparar fornecedores autorizados.

Ofertas muito inferiores à média exigem cautela. O mepolizumabe é um medicamento biológico que depende de armazenamento e transporte adequados, conforme as orientações do fabricante.

Preço do mepolizumabe mensal

Sem cobertura, o custo mensal do tratamento com mepolizumabe pode ficar entre R$ 8.000 e R$ 15.000 por aplicação, conforme a cotação utilizada. Esse valor deve ser confirmado e negociado diretamente com o fornecedor.

Como a dose costuma ser administrada a cada quatro semanas, o gasto se repete durante todo o período indicado pelo médico. A interrupção ou alteração do esquema deve ser discutida com o profissional responsável pelo tratamento.

Qual é o custo anual estimado?

Em uma projeção de 12 aplicações, o tratamento pode custar entre R$ 96.000 e R$ 180.000 por ano. Entretanto, uma aplicação a cada quatro semanas pode resultar em 13 doses durante 52 semanas.

Nesse cenário, o preço do mepolizumabe anual pode variar entre R$ 104.000 e R$ 195.000. O cálculo é apenas estimativo e precisa considerar a prescrição, a duração do tratamento e os preços vigentes no período.

A aplicação subcutânea também pode gerar cobrança separada, conforme o local escolhido. O principal componente do custo, contudo, permanece sendo o próprio medicamento.

Item de custo

Valor aproximado

Nucala 100 mg — uma dose

R$ 8.000 a R$ 15.000

Tratamento a cada quatro semanas

R$ 8.000 a R$ 15.000 por aplicação

Projeção com 12 aplicações

R$ 96.000 a R$ 180.000

Projeção com 13 aplicações

R$ 104.000 a R$ 195.000

Aplicação subcutânea

Pode haver cobrança conforme o estabelecimento

Nota: Os valores são referenciais e podem variar conforme o fornecedor, o estado, a tributação e a data da consulta. A tabela da CMED e as cotações disponíveis devem ser verificadas no momento da aquisição.

O tratamento com mepolizumabe gratuito pode ser solicitado ao SUS ou ao plano de saúde, conforme a indicação médica e as particularidades do caso. Quando há recusa, a documentação clínica e a justificativa da negativa devem ser analisadas antes da definição da medida adequada.

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O que explica o alto preço do mepolizumabe?

O mepolizumabe é um medicamento biológico produzido por biotecnologia. Seu princípio ativo é um anticorpo monoclonal que atua sobre a interleucina 5 (IL-5), proteína relacionada à inflamação eosinofílica presente em alguns casos de asma grave.

A fabricação utiliza sistemas biológicos complexos, exige controles rigorosos de qualidade e depende de armazenamento e transporte refrigerados. Esses fatores tornam a produção mais cara do que a de medicamentos sintéticos convencionais.

O preço do mepolizumabe também incorpora os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e acompanhamento de segurança. Como o tratamento é indicado para grupos específicos de pacientes, esses custos são distribuídos por um mercado menor.

Além disso, a concorrência limitada entre medicamentos biológicos com a mesma finalidade pode reduzir a pressão para diminuição dos valores. A escala de produção também é menor do que a observada em medicamentos de uso amplo.

Por isso, o preço do mepolizumabe pode tornar o tratamento particular inviável para parte dos pacientes. A discussão jurídica, contudo, não busca questionar o valor comercial do medicamento, mas verificar se o SUS ou o plano de saúde deve custeá-lo no caso concreto.

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Como zerar o custo do mepolizumabe pelo SUS ou plano?

O alto preço do mepolizumabe pode ser afastado quando o tratamento é fornecido pelo SUS ou coberto pelo plano de saúde. A via adequada depende da indicação médica, da existência de cobertura contratual e da inclusão do medicamento nos protocolos públicos.

Fornecimento do mepolizumabe pelo SUS

A Lei nº 8.080/1990 organiza o SUS e prevê a assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. Quando o mepolizumabe está contemplado em protocolo aplicável ao diagnóstico, o pedido pode seguir pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica.

Caso o protocolo não contemple a situação clínica, o fornecimento pode ser discutido judicialmente. O Tema 106 do Superior Tribunal de Justiça exige, entre outros critérios, laudo médico fundamentado, registro do medicamento na Anvisa e demonstração da incapacidade financeira do paciente.

O relatório deve apresentar diagnóstico, CID, tratamentos anteriores, resultados obtidos e justificativa técnica para a prescrição. Para compreender as etapas administrativas e judiciais, consulte o conteúdo sobre como solicitar medicamento de alto custo pelo SUS.

Cobertura do mepolizumabe pelo plano de saúde

A Lei nº 9.656/1998 regulamenta os planos de saúde e orienta a cobertura assistencial contratada. Quando a operadora utiliza a ausência no Rol da ANS como justificativa, a Lei nº 14.454/2022 permite analisar a cobertura com base em evidências científicas e recomendações técnicas.

A negativa deve ser apresentada por escrito e de forma fundamentada, conforme as regras da ANS, incluindo a RN nº 319/2013 mencionada no pedido. O beneficiário deve guardar o protocolo, o relatório médico, a prescrição e a resposta formal da operadora.

Esses documentos permitem avaliar se a recusa respeitou o contrato e a legislação. Veja também como agir quando o plano nega medicamento de alto custo para conhecer os documentos e as medidas possíveis.

O tratamento com mepolizumabe gratuito não é automático, mas pode ser obtido quando a indicação clínica e os requisitos jurídicos estão presentes. Diante de recusa, a documentação deve ser analisada para definir se o pedido será apresentado ao SUS, ao plano de saúde ou ao Poder Judiciário.

Já possui a recusa por escrito do convênio ou do SUS em mãos? Envie seus documentos para avaliarmos o pedido de liminar na Justiça./p>
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Acesso gratuito ao mepolizumabe com o Freitas & Trigueiro

O escritório Freitas e Trigueiro atua em Direito da Saúde, com sedes em João Pessoa (PB) e em São Paulo (SP) e atendimento em todo o Brasil por meios digitais. Medicamentos de alto custo e negativas de planos e do SUS estão entre os temas centrais da atuação.

Diante do preço do mepolizumabe, os dois desfechos mais frequentes são igualmente ruins: pagar do próprio bolso por tempo indeterminado ou desistir do tratamento. Ambos são evitáveis quando existe fundamento para a cobertura, e o tempo sem o medicamento, na asma grave, cobra um preço clínico que não se recupera.

A análise do caso começa pelo laudo do médico assistente, pelo contrato do plano e pela situação do medicamento nos protocolos vigentes, e é ela que define quem responde pelo preço do mepolizumabe. É esse cruzamento que define se o caminho é administrativo ou judicial, e cada caso tem uma resposta própria.

Pacientes em João Pessoa (PB), em São Paulo (SP) e em qualquer estado do país podem submeter a documentação para uma análise individualizada do caso.

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A avaliação inclui a leitura do laudo médico, a verificação da cobertura contratual do plano e o exame dos fundamentos legais aplicáveis ao acesso ao mepolizumabe sem custo, com a definição da via mais adequada.

Para avaliar como obter o mepolizumabe sem pagar pelo medicamento, entre em contato com a equipe do escritório Freitas e Trigueiro.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a análise técnica do caso aplicado.

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Conteúdo atualizado em 2026.

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Bruna de Freitas Mathieson e Deyse Trigueiro — Advogadas especialistas em Direito à Saúde

Artigo revisado por
Bruna de Freitas Mathieson & Deyse Trigueiro de Albuquerque Lima
Advogadas especialistas em Direito à Saúde  ·  OAB/PB 15.443 e 15.068  ·  Sócias do Freitas & Trigueiro Advocacia  ·  Atuação em São Paulo, João Pessoa e em todo o Brasil

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Preço do mepolizumabe (Nucala): quanto custa e como zerar

1. Quanto custa o mepolizumabe (Nucala) por mês?

Sem cobertura, a faixa aproximada é de R$ 8.000 a R$ 15.000 por mês, correspondente a uma ampola a cada quatro semanas. O valor é de referência e varia por distribuidor, estado e data.

2. Qual o preço da ampola de Nucala 100 mg?

Como o esquema usual é de uma aplicação mensal, o valor da ampola equivale ao custo do mês, dentro da mesma faixa aproximada. O teto é o da tabela CMED, reajustada anualmente.

3. Por que o mepolizumabe é tão caro?

É um imunobiológico produzido por biotecnologia, com alto custo de pesquisa e fabricação, patente vigente e sem biossimilar disponível no mercado brasileiro, o que afasta a concorrência que reduziria o preço.

4. Quanto custa o tratamento completo com mepolizumabe por ano?

Doze aplicações colocam o gasto na faixa aproximada de R$ 96.000 a R$ 180.000 por ano. O tratamento é contínuo e não tem prazo definido para terminar.

5. É possível conseguir o mepolizumabe de graça?

Via de regra, sim, quando há fundamento clínico. O acesso ocorre pelo SUS ou pelo plano de saúde, pela via administrativa ou judicial, conforme o caso.

6. O SUS paga o tratamento com mepolizumabe?

O SUS fornece medicamentos com base na Lei 8.080/1990. Havendo protocolo aplicável, o pedido segue pelo Componente Especializado; sem protocolo, cabe a via judicial, desde que atendidos os critérios do Tema 106 do STJ.

7. O plano de saúde cobre o preço do mepolizumabe?

Pode ser obrigado a cobrir quando há indicação compatível, com base na Lei 9.656/1998 e na Lei 14.454/2022. A negativa deve ser entregue por escrito e fundamentada, conforme a RN 319/2013 da ANS.

8. O preço do Nucala muda de um estado para outro?

Muda. A alíquota de ICMS e a margem do distribuidor variam por estado, e a tabela CMED fixa apenas o teto. Por isso a cotação em mais de um fornecedor costuma revelar diferenças.

9. Existe genérico ou biossimilar do mepolizumabe mais barato?

Não há biossimilar disponível no mercado brasileiro, e imunobiológicos não têm genérico. A ausência de concorrente é um dos fatores que sustentam o preço atual.

10. A aplicação do mepolizumabe é cobrada à parte do preço da ampola?

A aplicação é subcutânea e em geral ambulatorial, sem custo relevante frente ao da ampola. Quando o fornecimento é coberto, a aplicação acompanha a cobertura.

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